Arquivos | divã pessoal
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Devir.
A saudade que eu tenho do início das coisas é um tanto solene, exacerbada de dentro para fora, como tudo em.
Sempre fugimos das comparações do ontem com o hoje e fugindo, nelas caímos como édipos, numa saga maldita; escravos daquilo que evitamos. Evitamos dar ouvidos a esperança pelo temor de que ela seja apenas um cadafalso prestes a abrir: olhamos o chão a frente e queremos acreditar que o chão é, de fato, chão. Saber intelectualmente que o cadafalso vai abrir com o peso da perna não é suficiente para evitar que a esperança nos faça dar o primeiro passo.
E fugindo da queda,
caímos.