epískopos
Faz bom um tempo, um amigo me perguntou se acreditar em Deus, se aceitar a verdade de Jesus (a.k.a. converter-se) era um ato imediato e espontâneo ou um processo, uma coleção de atitudes. Respondi rápida e rasteiramente: é ato. O jovem que me fez a pergunta, que já na época era tão mais sábio do que eu quanto o é ainda hoje, me treplicou com um olhar que silenciosamente dizia: tem certeza? Comecei ali a aprender que o excesso de pragmatismo era algo que eu deveria lapidar de forma consciente no processo de amadurecimento; deixá-lo crescer de forma deliberada me levaria a exigir que o mundo convergisse em simplórias opiniões pessoais (do inaceitável…) e daí a deduzir que Deus age sempre da forma que desejamos que ele se manifeste (… ao absurdo). Saber intelectualmente que Jesus veio ao mundo, morreu no lugar de Barrabás é um passo. Aceitar a realidade de que eu sou um barrabás, o passo; ler um evangelho, mais um. Chorar depois de ouvir o galo cantar outro passo. E acaba-se montando, espontaneamente, uma coleção de atitudes imediatas.