Para começo de conversa
Isso não é oficial ou sério e tampouco pretende ser. São traduções, segundo o meu ponto de vista, de alguns dos poemas de Jim Morrison, falecido vocalista da extinta banda The Doors. E, sinceramente, eu não sou lá um dos maiores fãs dos Doors, mas admiro Jim Morrison em demasia por ser ele dono de um talento raríssimo, quase extinto nas bandas de hoje em dia: sabia escrever. E ainda mais, era um verdadeiro poeta. Dono de uma intelectualidade rara, sabia colocar as palavras certas nos lugares certos, de tal maneira que não apenas elas se encaixassem harmoniosamente, formando um belo quadro, mas além, exprimia os mais fortes sentimentos de forma irreprimível.
Não é preciso ler muito sobre a vida de Jim Morrison para saber que ele não era, nem de longe, um dos melhores exemplos de vida para os adolescente e jovens que compunham – e compõe até hoje – sua legião de fãs. Mas como a maioria nomes na história do rock no século XX, Morrison era alvo de escândalos, sempre associado ao uso de drogas e fugas exacerbadas aos padrões morais da conservadora sociedade dos anos 60. Tamanho foi o exagero excêntrico no comportamento no líder dos Doors que por vezes ele foi tomado como paranóico e psicótico.
Segundo algumas versões da história, essa foi uma das razões por terem negado a participação da banda na primeira edição do Woodstock.
Místico, rebelde, insubordinado, drogado, alcoólatra. Um talento nato, poeta, intelectual, tão humano, tão carente da companhia dos amigos, tão forte e tão fraco quanto você, eu ou qualquer outro ser humano.
Vinte e oito anos foi o quanto Morrison precisou para marcar seu nome na história, com seu talento e com lições escorreitas de boêmia e rebeldia que legou aos seus fãs espalhados pelo globo.
Eu vi o filme sobre a banda The Doors, de Oliver Stone, quando tinha cerca de 15 anos, numa sessão do Corujão na Globo. A impressão que eu tenho quando lembro é de que eu não consegui sequer piscar os olhos durante o filme. Os fãs mais fervorosos de Morrison alegam (com razão) que o filme retrata a pior fase da vida de Morrison e difama a imagem da banda. E apesar de colocar algumas cenas de fatos que nunca existiram na vida do poeta/vocalista, para mim o filme beira à perfeição. Recomendadíssimo.